Pensando gordo nas relações



Pensando gordo nas relações

Comecei a refletir em como funciona o indivíduo com sobrepeso/obesidade pensando gordo. Se puder escolher entre um pequeno sonho e um ao lado, grande é este mesmo que irá optar em comer. Não precisamos ir muito longe para observarmos em como esses comportamentos se dão quando algumas pessoas ao entrarem a uma loja para comprar um sapato, experimentam um preto, básico, é este que está precisando no momento, mas, ao lado tem um verde lindo, e outro marrom, e quando sai da loja se dá conta da loucura que fez. Não comprou só o par de sapatos que precisava, e sim três pares de sapatos.

A compulsão pode se dar em vários aspectos de nossas vidas, e cada um experimenta de forma diferente essa manifestação, um comportamento a qual chamamos de perda de controle.


Nas relações interpessoais, a situação se repete de uma forma disfarçada. A compulsão vem transvertida através da necessidade do outro nos completar.

Observamos na clínica como também em nossa vivência pessoal, várias relações
aonde podem detectar um adoecimento do afeto. Uma necessidade de que o outro nos complete, possa preencher nossos anseios, vazios, solidão e angústias. A partir deste ponto averiguamos que grande parte das pessoas pensam gordo, e acreditam realmente que o outro deva encarnar a sua idealização, e se decepcionam quando se deparam com as diferenças, com a não completude de seus pensamentos, seu corpo (simbiose), e na seqüência, cortam as suas relações, destrói o outro. O outro o decepcionou, não deliberadamente, mas por ser justamente – O OUTRO, com anseios, desejos, crenças, referências diferenciadas, e que realmente não vai e não pode, se colar ao desejo e no anseio do amigo. Penso na relação do pensar gordo nesse aspecto, do desejar mais, querer que o outro seja o maior dos amigos, o melhor, o mais compreensivo, o mais presente, para justamente compartilhar a forma de ver e vivenciar as situações do dia a dia, o pensamento mágico de que tudo vai melhorar, se o outro os preencher.

E a comida, não é essa a função que ela exerce no obeso?


Luciana Kotaka – Psicóloga Clínica
Olá, sou Luciana Kotaka ,algumas já me conhecem outras não, sou Psicóloga Clínica, filiada a ABESO, Associação Brasileira de Obesidade e Síndrome Metabólica, pós graduada em Obesidade e Transtornos Alimentares e o foco do meu trabalho é emagrecimento e manutenção de peso e também os transtornos como anorexia, bulimia e compulsão.

Por: Luciana Kotaka
Psicóloga Clínica Silvia Luciana Kotaka
CRP- 08/06502-1
Psicóloga Clínica Transtornos Alimentares
Emagrecimento e Manutenção de Peso
Blog: blog.comportamentomagro.com.br
www.comportamentomagro.com.br

7 comentários:

Graci disse...

OiOi

Olha eu aqui denovo.

Realmente preciso emagrecer meu pensamento, mas ta dificil
ando até sonhando com comida.
Bolo recheado pastelzinho, torta de bombom.
Affffff
Não são sonhos são pesadelos,kkk

Aline Satiko disse...

é verdade, queremos sempre que os outros nos preencha, e da mesma forma, a comida tem esse efeito...
Quantas vezes já fiz como esse episódio do sonho?
bjs

CooKie disse...

nossa nunca q eu iria pensar numa coisa dessas
tipo, sou obcecada por sapatos mas como a grana não deixa eu só fico esperimentando ao inves de comprar...

bem, isso ajudou muito!

.lívia. disse...

lindona, to com sorteio no meu blog, vai lá participar
www.tofucolorido.blogspot.com

Uma Pulga em desesperO disse...

Nossa! Nunca havia pensado por esse lado...Interessante...Bjuuuuuuu

Marcelle Kozlowski - Consultora de Imagem, Personal Stylist e Produtora de Moda disse...

Adoro seu blog!
Tem um selinho lá no meu blog p vc!
Tem um sorteio rolando tb!
Espero q goste!
Bjos

Dani disse...

Adorei o texto meninas!!! Lu, vc é demais!!! Beijinhossssssss