Infidelidade, traição.




"....Há quem ria da própria desgraça ''


"Ele chegou em casa e encontrou a mulher e o melhor amigo na cama. Foi em 1982. Hoje, entende que teve culpa na traição da ex.
– Eu juntava os amigos e ficava na rua de sexta-feira até segunda – lembra. Mais nova, a companheira o traiu com um dos amigos de farra. – Caí em decadência. Considerava ele um grande amigo. Na hora, quis matar, esfolar. Naquela época, principalmente aqui, corno só lavava a honra desse jeito – explica Pedro Soares, fundador da Associação dos Cornos de Rondônia (Ascron), órgão pioneiro na defesa dos traídos, que incentivou a criação de organizações similares em Estados como Ceará e Paraíba. Até decidir dar novo rumo à experiência de ser traído, Pedro Soares passou por maus bocados. – Fui até em macumbeira para ver se ela voltava. Queria a mulher de volta com chifre e tudo – lembra, aos risos. Diante da recusa da ex-parceira, ele concebeu um novo pensamento sobre a traição: o de solidariedade. – Tem muita gente que sofre por isso. Hoje, a associação conta com psicólogo e advogado para que o traído, além de levar o chifre, não fique pobre – diz. A associação tem 5,8 mil filiados. Segundo Soares, há até deputados e vereadores em seu quadro. A entidade também se abriu ao longo dos anos para receber traídos dos dois sexos e de outras orientações sexuais. Antes, só homens heterossexuais eram aceitos. – A infidelidade não escolhe. Todo mundo pode ser vítima – justifica. Soares diz-se orgulhoso do trabalho que fez na capital de Rondônia, onde fica a sede da Ascron. – Aqui, antes, quem era traído lavava a honra com sangue. Hoje, as pessoas preferem procurar ajuda."


O tema da infidelidade ainda é um tabu. Muitos o tratam de forma velada, não se sentem completamente à vontade para se definir como traídos ou traidores. Embora pesquisas mostrem que homens e mulheres admitem já ter traído, a expectativa é de que os números sejam bem maiores do que o divulgado. Se é fato que a traição é um problema enfrentado pela maioria dos casais, alguns estudos mostram que ela ainda é assunto varrido para debaixo do tapete. O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) constatou que apenas um em cada quatro brasileiros casados espera que o parceiro seja fiel. Isso significa que 75% das pessoas casadas acreditam que serão traídas. Já a pesquisa quantitativa com 1.279 homens e mulheres do Rio de Janeiro, coordenada pela antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, revelou que 60% dos homens e 47% das mulheres se confessaram infiéis. Embora os motivos apontados por ambos para a traição sejam diferentes, a infidelidade conjugal tem sempre o mesmo culpado: o homem. – Eles justificam suas traições por meio de um suposto instinto masculino. Já as mulheres dizem que seus parceiros, com suas faltas e galinhagens, são os verdadeiros responsáveis pelas relações extraconjugais delas. Ou seja, no discurso, a culpa da traição é sempre do homem: seja por sua natureza incontrolável, seja por seus defeitos no que diz respeito ao relacionamento – explica a antropóloga. Segundo a pesquisa, ainda que a fidelidade seja apontada como valor indispensável à saúde da relação (deixando o amor em segundo lugar), a intolerância a traições é um mito. – Ao contrário do que se pensa, a maior parte dos casais que passa por essa situação não se separa. A maioria tenta superar – garante o psicólogo Enrique Maia, apoiado em pesquisa realizada pela colega de profissão Arlete Gavnaric, coordenadora da Pós-Graduação em Terapia Sexual da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo. O levantamento promovido pela especialista aponta que 70% dos casais que deparam com situação de infidelidade seguem juntos. Mas o dilema que os assola diz respeito ao perdão. Palavra bonita, de significado redentor, mas de difícil execução prática. Exorcizar o fantasma da desconfiança não é fácil. Se o telefone toca, os olhos se arregalam; a cerveja do fim do dia com os amigos vira uma prova de fogo; o assunto volta a cada discussão. Retomar o relacionamento de modo sadio demanda diálogo, o que não significa detalhar a traição em miúdos, atitude dolorosa e pouco eficaz. Estabelecer papéis de vítima e carrasco também não ajuda na recuperação. Segundo o psicólogo Enrique Maia, o traído sempre se colocará como vítima. A recomendação é que cada um busque identificar seu espaço na relação para reforçar o que uniu os dois.


O sofrimento é inevitável, mas é possível superá-lo.
Perdoar também significa lidar com a dor sempre que a traição é lembrada.


Vc já passou por essa situação, entre os ambos os lados? Está junto com a mesma pessoa? Vc acredita que pode haver perdão? Conte-nos.... assim poderia ajudar as pessoas que talvez estejam vivendo a mesma situação e procuram alguma dica a seguir....


beijos...


Fonte: Portal do Amor

4 comentários:

ANINHA disse...

Flor!!! Esse assunto é mto delicado e penso q cda um age de forma diferente do outro. Nunca traí, mas já fui traída e por 2 namorados e deixando os detalhes de lado posso dizer q apesar de ser capaz de perdoar não sou capaz de continuar c a pessoa e sabe pq? Pq perdi a confiança e num relacionamento é requisito obrigatório p q vivamos em paz. Bjooo.

Moni disse...

Ahh infelidade é um horror, eu já fui traida e sei beem disso, mas eu não tenho coragem de trair. Nem mesmo que nem aquelas pessoas que traem para "dar o troco"
Legal seu blog *---*
Obrigada por gostar do meu ^^

Sou sua seguidora agora *-*

bejin :*

Vivian Sbrussi disse...

FELIZ DIA DAS MULHERES!
=D

Ahhh... tem um selinho pra vc no meu blog...

http://viviansbrussi.blogspot.com/2009/03/selinhoooo.html

bjooo

bebemauro disse...

GRANDE IDIOTA,AINDA QUER A MULHER DE VOLTA,DORMINDO COM O INIMIGO MEU CHAPA E AINDA O AGRAVANTE DE SEMPRE,O MELHOR AMIGO PEGOU ELA,COM UM MONTÃO DE MULHERES DANDO A MÃO DIREITA PROVAVELMENTE PARA TE-LO COMO MARIDO,BURRO DUAS VEZES.